Entrevista com...
A Professora Bibliotecária
(retirada do Jornal "O silvestre" - Número 9)


Nesta edição de “O Silvestre” visitámos um dos espaços mais conhecidos e apreciados pelos alunos da escola sede do Agrupamento, a biblioteca, de seu nome, Biblioteca Jaime Cortesão, e estivemos à conversa com a Dra Dulce Gomes, professora bibliotecária. O resultado da nossa entrevista é aquele que seguidamente apresentamos.




Clube de Jornalismo (CJ) – Bom tarde, Dra. Dulce. Gostaríamos que, como professora bibliotecária, nos contasse em breves palavras a história deste espaço, tão procurado por todos nós.



Dra. Dulce Gomes (DG) – Ora boa tarde. A biblioteca existe desde que a escola abriu, mas só entrou na Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) em 2008, quando sofreu obras e se procedeu às alterações do seu funcionamento. Portanto, vai lá um ano e pouco que temos estas novas instalações e, como podemos verificar, com um espaço mais agradável, móveis diferentes, em suma, um sítio aprazível onde os alunos gostam de estar. Contudo, ao entrarmos na RBE, assumimos um compromisso com todas as outras escolas, pois todos temos que usar as mesmas normas e os mesmos elementos de avaliação. Para dar um exemplo, as bibliotecas do concelho de Coimbra desenvolvem actividades em conjunto e apoiam-se mutuamente, o que considero um trabalho muito útil.



Recordo que, no dia da inauguração, fizemos uma festa na qual estiveram presentes as senhoras representantes da Direcção Regional de Educação do Centro, personalidades da autarquia e a Sra Dra Teresa Calçada, Coordenadora Nacional das Bibliotecas Escolares.







CJ – Quantas pessoas estão actualmente a trabalhar na biblioteca? Quais as funções que desempenham?



DG – Além de mim como professora coordenadora, temos uma assistente operacional a tempo inteiro, a D. Cecília Maia. A Dra Odete Bernardino ajuda na promoção da leitura, os professores de TIC e a professora Maria José Pereira, que tem a seu cargo a articulação com o 1º Ciclo, estão aqui uma ou duas horas semanais. Agora temos também connosco a Dra Henriqueta Brás, que se encontra aqui destacada, e que está a construir o blogue da biblioteca, um trabalho que é muito útil. È importante que seja uma equipa alargada pois, por vezes, tenho que me ausentar devido a compromissos vários e, assim, o trabalho fica sempre assegurado. Além disso, a equipa da Biblioteca deve reunir periodicamente para tomar decisões e trabalhar em articulação com os outros professores e com as outras estruturas educativas da Escola.



CJ – Que serviços podemos aqui encontrar?



DG – Podemos fazer consulta de documentos (CD, DVD, CD-ROM, revistas, livros), serviço de empréstimo, de consulta (acesso aos documentos digitais), de empréstimo domiciliário (todos os livros com excepção de dicionários ou enciclopédias). Assim, além dos livros, os alunos podem requisitar CD’s e DVD’s (cópias) para verem em casa, sabendo que o original fica sempre na biblioteca, para utilização local ou em contexto de sala de aulas. Aqui, na biblioteca, podemos ler, fazer consultas e trabalhos, imprimir as nossas produções, ouvir música, jogar computador à hora do almoço e navegar na Internet.



CJ – Sabemos que a biblioteca, por intermédio da professora, tem dinamizado muitas actividades ao longo do ano, as quais foram já divulgadas pelo nosso jornal. Gostaria de destacar uma ou duas dessas actividades que mais impacto tiveram na vida do Agrupamento?



DG – Todas as actividades são importantes, mas vou destacar o encontro com a contadora de histórias, Clara Haddad, que é uma contadora de histórias profissional. E destaco porque foi um misto de história com teatro e expressão corporal. Na verdade, foi uma actividade muito bem organizada e muito interessante.


CJ – Que tipo de tarefas fazem parte da sua função na biblioteca, Dra Dulce?



DG – É obrigatório desenvolver a minha actividade dentro de quatro domínios, segundo as regras da RBE: o domínio da gestão da biblioteca; a articulação curricular, com todos os colegas; a promoção da leitura e da literacia e a parceria com outras entidades. Cabe-me, também, proporcionar a todos os professores e alunos da escola um ambiente com mais condições de trabalho: mais livros, mais CD’s, mais informação, para que a biblioteca possa contribuir para o sucesso escolar dos alunos. Outra tarefa importante é trabalhar com toda a comunidade escolar, para que o nosso fundo documental possa servir a comunidade local e possamos, também, interagir com essa mesma comunidade.



CJ – Que tipo de afluência de alunos regista?



DG – À biblioteca vem todo o tipo de alunos: os que gostam de ler (revistas, livros), os que não gostam de ler mas vêm fazer os trabalhos de casa (muitos não os fazem em casa mas vêm fazê-los aqui), os que querem fazer pesquisas para as várias disciplinas, aqueles que querem apenas utilizar a parte lúdica, e que são uma grande parte dos nossos alunos. É, também, possível utilizar a biblioteca em contexto de sala de aula (aula de Área de Projecto, aulas de substituição, desdobramento das Ciências da Natureza nas turmas de 5º e 6º anos). È aqui, ainda, que alunos com um currículo específico individual fazem algumas actividades, quer sejam acompanhados pelos seus professores, quer pela equipa da BE. Há a registar, igualmente, aqueles alunos que não frequentam a disciplina de Educação Moral e Religião Católica e aqui vêm enquanto os seus colegas têm aquela disciplina.







CJ – Que serviço presta a Biblioteca às escolas e jardins-de-infância de todo o Agrupamento?



DG – Temos maletas com livros, no contexto do Plano Nacional da Leitura, que são levadas para cada escola ou jardim-de-infância e que podem ser trocadas consoante a necessidade de cada professor ou educador. Por outro lado, temos os restantes recursos (CD’s, DV’s, etc) à disposição dos professores/educadores, que os utilizam e que nos têm visitado com alguma frequência.



Como professora bibliotecária tenho, também, contado histórias às crianças dessas escolas e tenho levado comigo a Dra Sílvia, a psicóloga escolar, que gosta igualmente de contar histórias. Neste seguimento, os alunos mais novos do Agrupamento são incentivados a vir visitar este espaço. Recordo que os alunos dos jardins-de-infância se deslocaram à nossa escola no dia nove de Abril, onde tiveram oportunidade de assistir a um espectáculo de marionetas e, tal como no ano lectivo anterior, fez-se, há pouco tempo, uma visita guiada à nossa escola pelos alunos do 4º ano. Nestas duas situações, os alunos referidos visitaram a biblioteca e participaram em várias actividades, preparadas para o efeito.







CJ – Como professora bibliotecária, que palavras gostaria de deixar para os nossos colegas?



DG – Gostaria que todos contribuíssem para criar um ambiente cada vez melhor, aqui e na escola, em geral, para que todos pudessem usufruir da biblioteca de uma forma ordenada, sem ser caótica. Estar numa biblioteca até pode ser apenas por entretenimento, mas os seus utilizadores terão que saber estar. Devemos poder contar com um ambiente favorável à aprendizagem, não só no sentido académico, mas a aprendizagem no sentido geral - cumprir normas, ser um cidadão empenhado e correcto.



Também gostaria que os nossos alunos, vossos colegas, contribuíssem, com sugestões, para enriquecer o espólio da biblioteca através das sugestões de obras, revistas ou CD’s a adquirir no futuro.



CJ – Muito obrigada, Dra Dulce, pela sua disponibilidade para nos receber. Os nossos leitores certamente irão “descobrir” uma nova faceta desta nossa biblioteca.



DG – Não têm de quê. São sempre bem-vindas.







CJ – C.M.G., Ana Rita Costa, Beatriz Matoso, Carolina Sangalhos,



Catarina Bogalho, Margarida Teixeira e Mónica Santos (8ºB)

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